04 de abril de 2026 — Guarda Revolucionária do Irã derrubou dois F-35 (talvez um F15); camponeses atiram em helicópteros americanos com rifles de caça; Trump muda o discurso e diz que “está negociando”
Nas últimas 48 horas os EUA tiveram a maior humilhação militar em décadas. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou nesta sexta-feira (4) que suas forças de defesa aérea abateram uma segunda aeronave furtiva F-35 da Força Aérea dos EUA no espaço aéreo iraniano. Mais grave do que a perda da aeronave, porém, é o que veio depois: pilotos americanos estão sendo caçados por camponeses armados com rifles de caça, e helicópteros de resgate foram atingidos por tiros vindos do solo.
De acordo com reportagens da agência de notícias chinesa Xinhua e da emissora russa RT, vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros americanos voando baixo sobre regiões montanhosas do sudoeste do Irã, enquanto sons de disparos de armas leves — incluindo rifles de caça de fabricação local — podem ser ouvidos ao fundo.
Dois helicópteros Black Hawk foram atingidos e precisaram pousar em território controlado por forças aliadas ao Irã. A agência Tasnim noticiou que “os camponeses da região de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad receberam orientações para capturar qualquer militar americano que esteja tentando fugir a pé”.
A Agência de Notícias Fars, outra fonte próxima ao establishment iraniano, publicou uma reportagem com o título: “Helicópteros americanos fogem de balas de caçadores iranianos”. O texto relata que, após o abate do primeiro F-35 na quinta-feira, as forças especiais dos EUA tentaram se aproximar do local da queda, mas foram recebidas a tiros.
“Os americanos não têm controle sobre o território iraniano. Cada metro quadrado aqui é uma armadilha para eles. Eles não podem pousar, não podem resgatar seus pilotos, não podem fazer nada além de assistir de longe enquanto seus homens são caçados”, diz a reportagem.
A RT destacou que a situação representa uma derrota estratégica e psicológica para o comando central dos EUA (CENTCOM). “Se a maior força aérea do mundo não consegue resgatar seus próprios pilotos em território hostil sem levar tiros de rifles de caça, qual é exatamente o propósito de ter uma força aérea?”, ironizou um comentarista da emissora russa.
O mito do controle aéreo americano desmorona
Durante semanas, o governo Trump repetiu a narrativa de que as forças americanas haviam “neutralizado completamente” a defesa aérea iraniana. O próprio presidente declarou no início da semana que “os céus do Irã pertencem aos Estados Unidos” e que “nenhuma aeronave iraniana pode voar”.
No entanto, o abate de duas aeronaves furtivas em menos de 48 horas — e a incapacidade de resgatar os pilotos — expõe o que analistas chamam de “o mito da invencibilidade aérea americana”.
“A doutrina militar dos EUA se baseia na premissa de que ninguém pode tocar em suas aeronaves”, disse à CGTN (China Global Television Network) o professor de relações internacionais Liu Weidong. “Hoje, camponeses iranianos com fuzis de caça provaram que isso é mentira. O custo psicológico disso para as Forças Armadas dos EUA será imenso.”
Trump humilhado
Na quarta-feira, dia 1º de abril, Dia da Mentira, Trump havia dado 48 horas para o Irã se render, “ou todo o inferno seria derramado sobre vocês” (detalhe: a mensagem veio com erros de ortografia no inglês original). Porém, na sexta, em tom completamente mais baixo, Trump disse:
“Estamos negociando com o Irã. As conversas estão indo muito bem. Acho que teremos um acordo em breve.”
A revista The American Conservative classificou a reviravolta como “um dos recuos mais patéticos da história presidencial americana”.
A Xinhua, em editorial, afirmou:
“Os Estados Unidos aprenderam hoje uma lição amarga: não se pode bombardear uma nação de 85 milhões de pessoas e esperar sair ileso. A humilhação de Trump ao pedir negociações enquanto seus pilotos são caçados por camponeses será estudada nas academias militares por décadas.”
Trump sairá da guerra, a questão é quando e como.