Pontos gerais sobre a situação da Venezuela
1. EUA estão em decadência enquanto potência hegemônica mundial. A Rússia mantém o maior arsenal atômico, expande sua indústria bélica e conseguiu ganhar experiência militar, mantendo suas posições na Ucrânia. Superou as sanções e tem se mostrado resiliente às ofensivas ocidentais.
A China mantém o crescimento econômico acima de 5% do PIB, expande o desenvolvimento de tecnologias antes controladas pelos EUA e Europa, ampliando o controle de mercados, como o de energia solar (equipamentos), carros elétricos e produtos eletrônicos. Também tem ampliado o controle sobre fontes de matérias-primas, especialmente terras raras, petróleo e ferro.
2. A China tem se transformado no principal parceiro comercial de diversos países latino-americanos:
- Brasil: mais de 30% das exportações vão para a China.
- Chile: 40% das exportações.
- Peru: principal destino das exportações.
- Argentina: China é maior que os EUA.
- Venezuela: China é o principal comprador e financiador.
- México e Colômbia ainda têm os EUA como principal destino
- No conjunto da América Latina, os EUA ainda são o principal parceiro.

Em 2023, China e América Latina: 488 bilhões em transações.
As importações da China para a América Latina: 243 bilhões (ao contrário da América Latina para a China).
China → América Latina: 250 bilhões em 2023.
Em termos de fornecimento militar:
EUA fornecem 43% das vendas mundiais de armas.
– Venezuela comprou caças Su-30, S-300 e fuzis AK-103. Sistemas Pantsir-S1 e Buk-M2E.
– Cuba e Nicarágua também compram armamentos russos.
– Bolívia comprou algo.
EUA ainda dominam o mercado de armas latino-americano.
Mais de 85% ou 80% do comércio latino-americano é faturado, liquidado e financiado em dólar. Commodities ainda precificadas em dólar.
Porém, já há diversificação tática.
8% a 12% das transações fora do dólar, em yuan; 30% na Venezuela, por causa das sanções.
Reservas internacionais na América Latina: ainda 75% a 85% em dólar, 10% em euro e 5% em yuan.
A América Latina é a região ainda mais dolarizada do mundo, mas muito lentamente desdolarizando.